Nunca mais tinha almoçado em casa
Como os domingos de antigamente
Alguém reclama pela aguardente
Lembrando alguém que sempre se atrasa
A fritadeira que ardia na brasa
Já borbulhava aquele tempero
Senti saudade, saudades do cheiro
Que aromavam toda aquela infância
Fiquei nervoso e cheio de ânsia
Muito feliz com o jeito brejeiro
Indiferentes nós tentamos ser
Intransigentes de acordo com a hora
Muito obrigado a nossa senhora
Por essa dádiva da vida cozer
Alimentando um novo querer
Sonhando sempre e sempre seguindo
A um sorriso sempre permitindo
Banhar de graça esses improvisos
Os bons olhares não nos pedem avisos
Chegam felizes e vão invadindo

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