Voltando de Petrolina. Encontrei algumas relíquias em pessoas, lá em Alcione, nosso espaço amigo e cultural de alegrias. Entre as cervejas e prosas, resenhas, descasos, carinhos e afagos, e camarões à cabidela, o poeta Maurício Menezes, deu-me este mote, se eu não me engano, do também poeta Felizardo Moura:
No terreiro da casa do meu peito
Nasce um pé de saudade todo dia
Peguei o ônibus pensando, lembrando das coisas que ficam na nossa memória. Dormi, quem sabe a sonhar com essas coisas de memórias, acordei saudoso. Caminhando pelo tempo hoje, retomei um pensamento: no terreiro da casa do meu peito...
Obrigado poeta pelo mote!
Naveguei nas marolas que quebravam
A areia espumando um pensamento
Senti cheiros trazidos pelo vento
Vi sorrisos, lembranças que passavam
Os sussurros sorriam e se afastavam
Com os gracejos sedentos de alegria
Bem distante, o soar da melodia
Ressonava o olhar quase perfeito
No terreiro da casa do meu peito
Nasce um pé de saudade todo dia
Viajei nesse quadro da lembrança
Fui seguindo no tempo a imaginar
Já sentia na boca o paladar
Cada gosto eu sorvia de esperança
É assim que a saudade sempre avança
Para enfim se encontrar na poesia
Um José com desejo, e uma Maria
Com sua graça desfila sem defeito
No terreiro da casa do meu peito
Nasce um pé de saudade todo dia

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